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Negócios e Mercado

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NOS e Deloitte lançam IA autónoma para automatizar redes de telecomunicações

NOS e Deloitte lançaram um projeto pioneiro que usa agentes de IA autónoma para automatizar redes, posicionando Portugal na linha da frente da próxima vaga de automação em telecomunicações.

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Resumo

A NOS vai aplicar em ambiente real a solução Agentic AI Blueprint for Telcos, desenvolvida pela Deloitte, para automatizar a gestão das suas redes com recurso a agentes de inteligência artificial autónomos. O projeto é apresentado como pioneiro a nível global e reforça o papel de Portugal como mercado inovador na adoção de IA agêntica nas telecomunicações.

A tecnologia permite criar agentes que não só executam tarefas, como também tomam decisões e se adaptam em tempo real a problemas na rede, com mínima supervisão humana. A Deloitte estima que a Agentic AI representa uma oportunidade de 150 mil milhões de dólares para o setor das telecomunicações nos próximos cinco anos.

Na prática

A solução Agentic AI Blueprint for Telcos foi desenhada em alinhamento com a framework de processos do TM Forum, usada globalmente pelo setor, para ajudar a identificar onde a IA pode ter maior impacto. Na prática, funciona como um modelo estruturado para conceber e desenvolver provas de conceito em ambiente produtivo, acelerando a passagem de pilotos para operações do dia a dia.

O blueprint inclui uma biblioteca de workflows específicos para telecomunicações e ferramentas de engenharia de processos automatizada. Segundo a NOS, a aplicação destes agentes de IA deverá aumentar a produtividade das equipas técnicas e melhorar de forma geral a qualidade das operações de rede.

Contexto

Para a NOS, este projeto é “mais um marco” na sua estratégia de longo prazo para integrar IA em toda a organização, começando por uma área crítica como a engenharia de redes. Ao testar esta metodologia em contexto real, a operadora quer posicionar-se na vanguarda da inovação na forma como as redes são geridas e otimizadas.

Do lado da Deloitte, o objetivo é criar um modelo que possa ser replicado por outros operadores em todo o ecossistema global das telecomunicações. A visão é que a Agentic AI redefina o setor, ajudando as organizações a otimizar redes, melhorar a experiência de cliente e acelerar a inovação em serviços digitais.

Porque importa

  • Mostra como a IA agêntica começa a sair dos laboratórios para automatizar operações críticas das redes de telecomunicações.
  • Coloca Portugal e a NOS como caso de estudo internacional na adoção de IA autónoma em infraestrutura de rede.
  • Abre a porta a novos serviços digitais e a uma gestão mais eficiente das redes, com impacto potencial na qualidade do serviço ao cliente.
  • Sinaliza uma tendência mais ampla de uso de IA para repensar processos em setores tradicionais, e não apenas para tarefas de front office.