Google lança Gemini 3.1 Pro com salto no raciocínio e foco em custos
Gemini 3.1 Pro promete mais do dobro da performance de raciocínio face ao modelo anterior, mantendo o preço e chegando em pré-visualização a várias plataformas Google.
Resumo
A Google lançou o Gemini 3.1 Pro, a primeira atualização “.1” da série, com um salto significativo na capacidade de raciocínio em relação ao Gemini 3 Pro. O modelo atinge 77,1% no benchmark ARC-AGI-2, contra 31,1% do antecessor, e lidera agora seis em dez avaliações no índice de inteligência da Artificial Analysis.
Segundo a empresa, o modelo integra melhorias de raciocínio do Gemini 3 Deep Think numa versão mais acessível para programadores e utilizadores finais. Apesar do avanço técnico, a Google mantém o mesmo preço da geração anterior: 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 12 dólares por milhão de tokens de saída.
A Artificial Analysis afirma que o Gemini 3.1 Pro custa menos de metade dos modelos de topo rivais para correr testes de benchmark comparáveis. O lançamento surge como uma tentativa clara de reposicionar a Google na corrida da IA face a concorrentes como a OpenAI e a Anthropic.
Na prática
O Gemini 3.1 Pro fica disponível em pré-visualização através da API Gemini no Google AI Studio, na linha de comando Gemini CLI, na plataforma de desenvolvimento agentic Google Antigravity e no Android Studio. Nas empresas, o modelo passa a poder ser usado via Vertex AI e através das ofertas Gemini Enterprise.
Para consumidores, o acesso é feito pela app Gemini para quem tem subscrições Google AI Pro e Ultra, com limites de utilização mais generosos. O NotebookLM também passa a usar o novo modelo, mas apenas para subscritores Pro e Ultra.
A Google destaca casos de uso como “síntese de sistemas complexos”, em que o modelo liga APIs sofisticadas a interfaces mais simples para o utilizador. Num dos exemplos mostrados, o Gemini 3.1 Pro criou um painel em tempo real com a órbita da Estação Espacial Internacional e gerou gráficos SVG animados a partir de texto, produzindo visualizações baseadas em código em vez de imagens em pixels.
Contexto
O Gemini 3.1 Pro surge numa fase em que os grandes modelos de linguagem competem sobretudo na capacidade de raciocínio e no custo por utilização. Ao combinar um salto em benchmarks de lógica com preços estáveis, a Google tenta tornar o modelo mais apelativo para equipas técnicas e de negócio que já usam IA no dia a dia.
O lançamento em pré-visualização permite testar o modelo em diferentes produtos antes de uma disponibilização mais ampla. A empresa indica que estão previstas mais melhorias em fluxos de trabalho “agênticos”, em que o modelo orquestra tarefas complexas com múltiplas ferramentas e passos.
Porque importa
- Dá às empresas mais poder de raciocínio em IA sem aumentar o custo por token.
- Facilita o desenvolvimento de dashboards, integrações de APIs e visualizações diretamente a partir de texto.
- Reforça a competição entre grandes modelos de IA, o que pode beneficiar preços e inovação.
- Pode tornar ferramentas como a app Gemini e o NotebookLM mais úteis para utilizadores avançados.