Meta fecha megaparceria com a Nvidia para milhões de chips de IA
Meta reforça a aposta em IA com um acordo de vários milhares de milhões de dólares com a Nvidia para equipar data centers com milhões de chips e construir a sua visão de “superinteligência pessoal”.
Meta e Nvidia selam megadeal de chips de IA
Meta Platforms está a aprofundar a sua relação com a Nvidia num acordo de vários milhares de milhões de dólares para adquirir milhões de processadores de IA ao longo de vários anos. A parceria cobre GPUs, CPUs e tecnologia de rede da Nvidia, com o objetivo de alimentar desde sistemas de recomendação a novas funcionalidades generativas.
Segundo fontes não identificadas, o valor do acordo está na ordem das dezenas de milhares de milhões de dólares, sem números oficiais divulgados. A Meta posiciona a Nvidia como pedra angular da sua infraestrutura de IA, mesmo enquanto desenvolve chips próprios e avalia alternativas de outros fornecedores.
Fundação para a próxima fronteira de IA
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, sublinha que nenhuma outra empresa executa IA à escala da Meta, combinando investigação de ponta com infraestruturas industriais para bilhões de utilizadores. A parceria envolve co‑conceção de CPUs, GPUs, redes e software para colocar toda a plataforma Nvidia nas mãos dos engenheiros da Meta.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, descreve o acordo como central para o plano de levar “superinteligência pessoal” a pessoas em todo o mundo. A empresa vai construir clusters de última geração com a plataforma Vera Rubin da Nvidia, integrando computação e rede numa arquitetura unificada.
O que está dentro do acordo
A Meta vai implementar milhões de GPUs Blackwell já em produção, bem como chips Rubin de próxima geração previstos para depois de 2027 [Não verificado]. Para além dos aceleradores, o pacote inclui CPUs Grace e Vera, marcando a primeira grande implementação de CPUs Arm da Nvidia em cenário de hiperescaladores.
Na rede, a Meta está a adotar a plataforma Ethernet Spectrum-X da Nvidia para garantir baixa latência e alto débito entre clusters de IA. A empresa também passou a usar a tecnologia Confidential Computing da Nvidia no WhatsApp, permitindo novos recursos de IA preservando a confidencialidade das mensagens.
Mega-investimento em IA e data centers
O acordo surge enquanto a Meta prepara um salto de investimento para competir na corrida da IA com outros gigantes tecnológicos. Para 2026, a empresa estima despesas de capital entre 115 e 135 mil milhões de dólares, quase o dobro dos 72 mil milhões gastos no ano anterior.
Grande parte desta verba destina-se à expansão de data centers e ao esforço Meta Superintelligence Labs, dedicado a treinar modelos de IA de última geração. A Meta criou ainda a unidade Meta Compute para coordenar o crescimento da sua infraestrutura e gerir parcerias com fornecedores [Não verificado].
Meta continua a diversificar chips, mas mantém-se fiel à Nvidia
Mesmo com este compromisso massivo, a Meta diz querer manter flexibilidade, distribuindo workloads por diferentes tipos de chips. A empresa já faz correr o seu motor de anúncios Andromeda em hardware da Nvidia, AMD e nos seus próprios aceleradores MTIA, quase triplicando a eficiência computacional em certos cenários [Não verificado].
A Meta também explorou opções com outros fornecedores, incluindo a possibilidade de usar chips especializados de concorrentes na nuvem [Não verificado]. Ainda assim, o novo acordo mostra que, para as cargas de trabalho mais exigentes e para o roadmap de “superinteligência pessoal”, a Nvidia continua a ser a peça central.
Porque importa
- Acordo reforça a liderança da Nvidia em chips de IA, apesar da competição de soluções personalizadas.
- Meta aposta em infraestrutura massiva para suportar funcionalidades de IA em apps usadas por bilhões de pessoas.
- Escalada de gastos em data centers mostra como a IA está a tornar-se o principal motor de investimento das big tech.
- Consumidores podem ver surgir ferramentas de IA mais avançadas em serviços como Facebook, Instagram e WhatsApp.