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Notas · IA explicada sem complicar

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Na prática

Publicado em

Por Joaquim Mira

Comunicar com IA por voz? A minha experiência

Falar com IA pode, em alguns casos, levar a respostas melhores — não porque a voz seja inerentemente melhor, mas porque tendemos a dar mais contexto sem o filtrar tanto.

  • contexto
  • prompting
  • ferramentas
Ilustração de um cão boxer atento, sobre uma almofada vermelha.

Há algum tempo que é possível falar com IA por voz.

A ideia parece-me fazer sentido. Quando escrevemos, filtramos logo muita informação. Às vezes porque não nos apetece escrever demasiado. Outras porque estamos habituados a resumir e a deixar apenas aquilo que achamos essencial.

Quando falamos, isso acontece menos. Vamos explicando o que estamos a tentar fazer, porque é que aquilo importa, o que já tentámos e até dúvidas que ainda não conseguimos organizar muito bem.

E talvez seja por isso que, em alguns casos, a IA responde melhor. Não por estar a ouvir a nossa voz, mas porque acabamos por lhe dar mais contexto.

Comecei a usar esta funcionalidade sobretudo quando começo um projecto novo e há muita coisa para explicar. Ainda não me sinto muito confortável a falar para um computador, mas tem sido útil.

Só que apareceu outro problema.

Eu só falo com o computador quando estou sozinho. Um pouco por desconforto, mas também pela percepção que os outros possam ter da minha sanidade mental.

E, quando estou sozinho de humanos, normalmente tenho o meu cão ao lado.

Ele passa 90% do tempo a dormir. Mas agora, sempre que começo a falar com a IA, levanta a cabeça logo no início da conversa.

Como sabe que não está mais ninguém por perto, acha que é com ele.

Tenho voltado mais ao teclado.

Há colegas de trabalho que precisam de estar concentrados nas suas tarefas.