Receita empresarial já supera consumo na OpenAI, diz CFO
Sarah Friar disse a investidores que a atividade empresarial da OpenAI já gera mais receita do que o negócio de consumo associado ao ChatGPT. A mudança acontece enquanto a empresa atravessa uma semana de saídas na liderança.
Resumo
A atividade empresarial da OpenAI já gera mais receita do que o negócio de consumo associado ao ChatGPT, segundo a diretora financeira Sarah Friar. A informação foi transmitida numa reunião com investidores, de acordo com uma pessoa presente citada pela CNBC, e representa uma mudança face à previsão anterior de que os dois segmentos só chegariam à paridade no final de 2026.
Na prática
Friar disse que a OpenAI começou o ano com uma divisão aproximada de 60% de receita de consumo e 40% empresarial, mas que as vendas a empresas aceleraram mais depressa do que o esperado. A CNBC refere ainda que a receita anualizada da empresa atingiu 40 mil milhões de dólares e que aumentou 20% num mês em julho; o número de clientes empresariais terá crescido 32% no mesmo período, segundo slides vistos pela publicação.
A executiva afirmou também que os clientes empresariais estão a deixar de permitir um uso indiscriminado de tokens e a concentrar-se no custo por unidade de inteligência. A OpenAI terá destacado melhorias de eficiência em programação com agentes, reduções recentes de preço e uma atividade publicitária que se aproxima de mil milhões de dólares em receita anualizada.
Contexto
A reunião estava marcada antes de uma semana turbulenta para a liderança da OpenAI. Denise Dresser saiu do cargo de responsável de receita oito meses depois de o assumir, enquanto Brad Lightcap anunciou que terminaria uma passagem de oito anos pela empresa. Greg Brockman, presidente e cofundador, também participou na reunião e falou sobre cibersegurança, concorrência de modelos open-weight e o processo de substituição de Dresser por Dali Rajic, anteriormente diretora de operações da Wiz.
Os dados financeiros foram apresentados num encontro com investidores e parte deles baseia-se em informação atribuída a uma pessoa presente ou a slides vistos pela CNBC, não num relatório financeiro público citado no artigo. A OpenAI também não comentou publicamente, neste contexto, a data de uma eventual entrada em bolsa.
Porque importa
- Mostra que a OpenAI está a depender cada vez mais de contratos empresariais, e não apenas do crescimento de utilizadores do ChatGPT.
- A mudança coloca o custo, a eficiência e o retorno do uso de IA no centro da compra empresarial.
- A aceleração da receita empresarial pode reforçar a pressão para estabilizar a liderança e transformar adoção em contratos recorrentes.
- Limite: os números citados pela CNBC não substituem contas auditadas nem esclarecem a margem ou a composição dessa receita.
