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Negócios e Mercado

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CFO da Anthropic diz que a IA já escreve 90% do código da empresa

Krishna Rao afirma que Claude está a transformar o trabalho interno da Anthropic, deslocando equipas de tarefas de execução para supervisão, revisão e decisão.

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Resumo

Krishna Rao, CFO da Anthropic, afirmou que a IA já escreve mais de 90% do código da empresa através do Claude Code. A declaração foi feita no podcast “Invest Like the Best”, de Patrick O’Shaughnessy.

Segundo Rao, a mudança não se limita à engenharia. A equipa financeira da Anthropic também usa Claude para preparar demonstrações financeiras e relatórios internos, com processos mensais que chegam “90 a 95% prontos” antes da intervenção humana.

Na pratica

Rao descreve um ambiente em que a IA assume cada vez mais a camada de execução do trabalho de escritório. Tarefas que antes demoravam horas podem agora ficar prontas em cerca de 30 minutos, deixando os colaboradores com mais tempo para interpretar resultados e tomar decisões.

Na visão do CFO, isto transforma o papel das equipas. Em vez de fazerem manualmente cada tarefa, os colaboradores passam a supervisionar sistemas de IA, validar outputs e orientar “frotas de agentes” em vários projectos ao mesmo tempo.

Contexto

A declaração surge num momento em que empresas de vários sectores tentam perceber se a IA vai substituir trabalhadores qualificados ou torná-los mais produtivos. Rao defende que, pelo menos dentro da Anthropic, Claude funciona como um acelerador de produtividade.

O CFO também diz que a empresa contratou mais pessoas por causa deste aumento de produtividade, argumentando que “não há falta de trabalho para fazer”. Ao mesmo tempo, reconhece que a natureza do trabalho administrativo e técnico está a mudar rapidamente.

Porque importa

  • A Anthropic está a mostrar internamente o tipo de transformação que vende ao mercado.
  • A automação já não está limitada a tarefas simples; entra em código, finanças e relatórios.
  • O valor humano desloca-se da execução para supervisão, validação, julgamento e estratégia.
  • Para empresas, a questão deixa de ser apenas “usar IA” e passa a ser redesenhar funções à volta de agentes.